MENSAGEM DO PRESIDENTE

Notícias

Dirigentes do Bancoob e Sicoob apontam idéias para melhoria da gestão - 05/01/10

O presidente do Sicoob Brasil e do Sicoob Goiás, José Salvino, disse que eventos como o 4º Encontro dos Conselhos e 2º Seminário de Livre Admissão, realizado nos dias 27 e 28 de novembro, pelo Sicoob Central SC, "são modelo para todo o sistema". Ele elogiou a escolha do tema do encontro - "Inovação na gestão das cooperativas de crédito" - que contribui para o "aprimoramento da gestão e governança das cooperativas". O diretor Operacional do Bancoob, Ênio Meinen, também afirmou que o a escolha do tema mostrou-se oportuna, pois o mercado é muito dinâmico e altamente competitivo, requerendo reinvenção a todo o momento. "Há um conjunto de novas diretrizes que vão desde práticas modernas de governança - adaptadas ao modelo cooperativo - até soluções operacionais de alta eficiência, que todos precisamos assimilar", ponderou.

Gestão profissional

Para Ênio Meinen, vencer desafios como o de elevar a participação no PIB financeiro das comunidades, ganhar escala, diminuir custos e, como consequência, ampliar o resultado, "tem relação direta com uma postura constantemente inovadora na administração e isto vale para todas as entidades do sistema - cooperativas, centrais, confederação e banco". O presidente do Sicoob Brasil concorda que a profissionalização da gestão das cooperativas é fundamental. "O crescimento sólido e sustentável somente será possível com gestão profissionalizada e muito planejamento", argumentou.

Para o diretor Operacional do Bancoob, "a gestão em qualquer das entidades do sistema será tão mais eficiente quanto mais nos aproximarmos das expectativas do quadro social". Tratando-se de negócios - prosseguiu - é fundamental que haja um diálogo permanente e atencioso entre o Bancoob e as centrais e cooperativas. "Temos de trabalhar cooperativamente para ampliarmos a quantidade e a qualidade de produtos e serviços, sermos mais ágeis em nossas entregas e racionais na alocação de custos. Com isso, o associado virá por inteiro para dentro das cooperativas", afirma.

Meinen diz que é importante aproveitar os ganhos de escala, da economia de escopo e da especialidade (com a cobrança de resultados junto às entidades de 2º e 3º níveis), liberando as cooperativas singulares essencialmente para atender ao associado e relacionar-se com as comunidades e grupos de interesse. Destacou também a importância de cumprir as normas oficiais e internas para a segurança ea imagem positiva do sistema. "Agindo assim, cresceremos sólidos e com a simpatia do associado e da comunidade", observou.

Riscos

Mas ao analisar a conjuntura econômica para os próximos anos, é preciso preocupar-se, também, com alguns riscos. Segundo José Salvino, o aumento dos custos pode inviabilizar as operações de algumas cooperativas no futuro. Por isso, como qualquer outra organização, a cooperativa de crédito deve buscar o seu fortalecimento. "Acredito que o processo de fusão e incorporação é uma das alternativas", afirmou.

Ênio Meinen, por sua vez, acredita que haverá riscos se houver desatenção para com os negócios. "Temos de estar atentos para explorar com responsabilidade o potencial da livre admissão, especialmente no quesito crédito, contornar eventuais limitações na geração de resultados, por exemplo, ao diminuir a receita da intermediação, algo irreversível, buscar solução na prestação de serviços". Outro foco devem ser os custos e, para isso, "todo o sistema precisa estruturar-se racionalmente, pois tudo tem impacto no preço final do produto ou serviço", assegurou.

O futuro

Cuidando desses e outros detalhes, as perspectivas para 2010 e anos seguintes são boas. José Salvino acredita que o cooperativismo de crédito aumentará a sua participação no Sistema Financeiro Nacional. "O crescimento do cooperativismo de crédito se dará, principalmente, com a disseminação da cultura cooperativista", sustentou.

Ênio Meinen estima um crescimento entre 15% e 20% para o sistema no ano de 2010. Ele citou algumas razões para acreditar nessa trajetória ascendente: o bom momento institucional, com amplo apoio na sociedade, inclusive no governo; o marco regulatório que abriu para a instalação de cooperativas de livre admissão e amplas possibilidades operacionais e a manifestação do espírito sistêmico.

"A vontade de acertar e o comprometimento que temos com as nossas entidades não encontram paralelo nos concorrentes tradicionais. Só isso, aliado à necessidade real do incremento de nossa operação, já é motivo de sobra para continuar acreditando em nossa expansão", concluiu o diretor Operacional do Bancoob.

Fonte: Sicoob Central SC

voltar a noticias