MENSAGEM DO PRESIDENTE

Notícias

Cooperativas elevaram as operações neste ano - 09/11/09

Crediminas emprestou R$ 2,48 bi.

GUILHERME ABREU, especial para o DC.

ALESSANDRO CARVALHO/ARQUIVO/DC

Na Crediminas, previsão é de fechar o ano com aumento de 15% na concessão de crédito ante 2008

As cooperativas de crédito, mesmo diante da crise financeira, apresentaram resultados positivos no volume de operações neste ano. Os empréstimos realizados pela Cooperativa Central de Crédito de Minas Gerais Ltda - Sicoob Central Crediminas, segundo o vice-presidente, Alberto Ferreira, deverão crescer cerca de 15% em 2009 na comparação com o ano passado.

De acordo com ele, a Crediminas aumentou o volume de operações para cerca de R$ 2,48 bilhões até setembro, contra R$ 1,98 bilhão registrado no mesmo intervalo do ano passado.

Ferreira informou que em 2008 a cooperativa apresentou um patrimônio líqüido em torno de R$ 600 milhões e em setembro deste ano ultrapassou o patamar dos R$ 690 milhões, devendo encerrar o ano acima dos R$ 700 milhões.

O vice-presidente afirmou que a linha de microcrédito deverá ter o volume de operações elevado no próximo ano. Segundo ele, somente os recursos disponibilizados para atender às micro e pequenas empresas atingiram R$ 20 milhões até setembro. "Outros R$ 400 milhões foram emprestados via outras linhas, em operações de baixo valor", disse.

Conforme Ferreira, as taxas de juros são menores que as dos bancos tradicionais e variam entre 6% e 18% ao ano, conforme a operação utilizada. "Com recursos via BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) os juros são ainda menores do que as tarifas do empréstimo direto com a cooperativa", ressaltou. O vice-presidente informou que a inadimplência é baixa e atinge cerca de 2% dos associados, o que traduz estabilidade nos negócios.

Na Cooperativa de Crédito de São Roque de Minas Ltda (Sicoob Saromcredi), segundo o diretor-presidente, João Carlos Leite, a estimativa é encerrar as atividades do ano com um crescimento próximo a 10%. A Saromcredi possui cerca de 8,7 mil sócios e, de acordo com ele, a cooperativa diversificou os serviços prestados e se adequou às normas do governo federal para participar do Programa Nacional do Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO), que foi regulamentado em 25 de abril de 2005.

Ele disse ainda que o programa deve incentivar a geração de trabalho e renda entre os microempreendedores da região. "A cooperativa conseguiu um repasse do BNDES no valor de R$ 1 milhão em duas parcelas e o BDMG (Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais) emprestou outros R$ 500 mil, liberados em setembro para atender estas operações."

Segundo ele, entre janeiro e outubro houve recuo nas operações de crédito de 9,23% se comparado com o mesmo período de 2008. As operações chegaram próximo de R$ 32 milhões no ano passado até outubro e a cerca de R$ 30 milhões em igual período deste ano. "Devido a operações de crédito rural para custeio de plantio, como por exemplo do milho, sempre liquidadas entre agosto e outubro, foi natural a queda registrada. Mas serão liberados novos recursos até o mês de dezembro", disse. O diretor não revelou os valores a serem liberados.

Oscilações - De acordo com Leite, as operações fazem parte de um volume financeiro rotativo que oscila conforme a época do ano e que, devido à crise financeira, a cooperativa, por precaução diante do cenário de incertezas, diminuiu o número de financiamentos.

As taxas de juros alcançam até 2,2% ao mês e os recursos disponibilizados são de até R$ 15 mil por cooperado na linha do BNDES. "Caso o empreendedor necessite de um valor acima deste teto, é feita a complementação com recursos própios e com limite de até R$ 40 mil", completou.

Já na Cooperativa de Economia e Crédito de Monte Sião (CECM) - Credimalhas, segundo o diretor-presidente, Antônio Tadeu, foi disponibilizado o montante de R$ 1 milhão via BNDES. Deste total, 50% atenderam as empresas formais e os outros 50% foram destinados a profissionais autônomos.

Segundo ele, o patrimônio líqüido da cooperativa cresceu cerca de 40% entre janeiro e outubro e estima manter o ritmo para o encerramento do exercício. O diretor não informou o faturamento total da cooperativa nem os rendimentos das operaçoes de créditos no exercício atual.

Tadeu disse que com na linha de crédito para atender as pequenas empresas a carteira de clientes cresceu em torno de 50% até outubro. Segundo ele, o repasse do BNDES se deu em quatro parcelas.

Ainda de acordo com ele, a linha de crédito é liberada ao empreendedor depois da análise financeira e que depende do tipo da operação. "O empréstimo para capital de giro possui uma taxa de 1,79 a 2,90% ao ano mais a TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo), e no caso do financiamento é de até 1,49% ao ano mais a TJLP", explicou. Publicado em: 05/11/2009

Fonte: Diário do Comércio - Belo Horizonte

voltar a noticias